A representatividade das mulheres no setor de hortifruti

Neste Dia das Mulheres, nós da Dois Cunhados fizemos este post para homenagear  todas as mulheres, em especial as que trabalham no campo e no setor hortifrutigranjeiro. 

 

O setor agropecuário e  hortifrutigranjeiro é o setor que mais emprega no Brasil. Dentre estes trabalhadores, a esmagadora maioria é composta por homens. Porém, a maioria não é o todo, e trabalhando em conjunto com estes homens temos mulheres batalhadoras que merecem o devido destaque e reconhecimento diariamente,  e não apenas no Dia da Mulher.

 

Para este post entrevistamos Fernanda Valendi e Bruna Antibero. Elas nos contaram como se sentem trabalhando no setor de hortifruti (área onde ainda não há muita representatividade de gênero).

 

 

  • Como é a representatividade das mulheres que trabalham na agricultura e setor hortifrutigranjeiro?

 

 

Ainda temos um número muito reduzido de mulheres atuando no segmento, infelizmente, pois mulheres são muito competentes e detalhistas nas funções que desempenham”, diz Fernanda Valendi.

 

Bruna Antibero respondeu que “Falando pelo setor hortifrutigranjeiro como um todo, (a representatividade) é bem pequena, porém nos últimos anos aumentou – a presença feminina começou a crescer – mas, ainda é um mercado bem masculinizado.”

 

 

  • O que você acha que poderia mudar para melhorar a oportunidade para as mulheres nesse setor?

 

Fernanda diz: “Na empresa a qual faço parte nunca senti nenhum tipo de dificuldade, nem preconceito, pois prezamos muito pela equidade. Porém, já passei por situações com empresas que me relaciono em conseguir aceitação, mas são situações que com competência e determinação conseguimos superar.”

 

Já Bruna,  levantou que “Hoje em dia não mais, pois com o tempo aprendi a me posicionar e a ter a minha voz ativa. Porém, no começo não foi fácil, pois eu era a única mulher atuando em conjunto com a equipe comercial que era formada por 15 homens. Então, foi um aprendizado em conjunto. Tanto é que hoje a presença feminina no nosso time interno aumentou, e praticamente em cada área temos mulheres presentes no quadro e fazendo a diferença na equipe.”

 

 

  • O que você acha que poderia mudar para melhorar a oportunidade para as mulheres nesse setor?

 

Primeiramente, a mulher precisa se sentir tão capaz quanto os homens, e que as capacidades sejam mais observadas (pelas empresas) por si só, ao invés do gênero. Isso é um processo lento, pois são questões culturais do ramo de hortifrutigranjeiros. Saber que o trabalho é bem feito mostra o valor das pessoas, seja um trabalho feito por um homem ou por uma mulher”, explana Fernanda.

 

Bruna acredita que “não se deve rotular a mulher como mais fraca ou menos capaz. Mas sim dar a oportunidade por igual, e olhar para as pessoas como iguais, independente de gênero.”

 

Com muito esforço e dedicação de mulheres como a Fernanda e a Bruna, o setor agropecuário e hortifrutigranjeiro, aos poucos, vem superando as barreiras do preconceito e se tornando uma área com mais representatividade, respeito e equidade.

 

Parabéns a todas as mulheres! A luta de vocês também é nossa ❤️

 

#AvanteGuerreiras

 

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